Crítica | Game of Thrones: 6ª Temporada

A sexta temporada de Game of Thrones era fortemente aguardada por um motivo: a série ultrapassaria os livros. As duas obras tem diferenças, mas alguns momentos chave são os mesmos. E o próprio George R.R. Martin disse que a série abordaria algumas coisas do livro que ainda está sendo escrito. Nesse momento chegamos a um novo nível de GoT. A temporada que teve mais liberdade foi a que teve o melhor ritmo.

Uma coisa que podemos falar da sexta temporada de Game of Thrones foi que cada episódio foi marcante. Você perder um episódio fez muita diferença. Muitos episódios da quinta temporada eram dispensáveis e a pior coisa numa série é ter episódios dispensáveis já que série requer muito tempo investido. O ritmo que a sexta temporada teve me surpreendeu, tudo sendo resolvido em um ou dois episódios e a trama principal se desenvolvendo. Quando Daenerys foi levada pelos Dothraki no final da quinta temporada eu tinha quase certeza que ela só retornaria no final da sétima temporada para Meereen, mas imaginem a minha surpresa ao ver ela conseguir se libertar e liderar os Dothraki já no quarto episódio desta temporada. Assim como nas Ilhas de Ferro, que rapidamente mostrou a volta de Euron, que matou seu irmão Balon e reclamou o trono do local, o que ele não contava era que Theon e sua irmã Yara roubariam a frota e iriam atrás de Daenerys para buscar a independência das Ilhas de Ferro em troca de deixar a frota a sua posição para tomar os sete reinos.

Essa temporada também pode ser chamada de temporada da confirmação das teorias, já que com o retorno do Bran e seu aprendizado para se tornar o Corvo vimos mais da rebelião do Robert. O que fez com que mais teorias sobre a mãe do Jon Snow se fortalecessem e posteriormente se confirmassem. Vimos também a origem dos White Walkers. Mas nada foi tão satisfatório quanto ver os traidores na forca.

Mas nem só de alegria se vive em GoT. Na verdade alegria dura pouco na série, já que fomos massacrados com o episódio The Door, onde demos adeus ao personagem menos articulado, mas muito amado: o grande Hodor, ou melhor Willys. As palavras Hold the Door nunca serão mais as mesmas.

Mas mudando de assunto, vamos falar de coisa boa: a Batalha dos Bastardos, esse o titulo de um dos melhores episódios da série, aquele episódio que todos gritaram juntos e torceram para que Jon Snow tomasse de volta Winterfell e que Daenerys recuperasse Meereen. Toda construção do episódio foi feita magistralmente. Jon Snow não conhecia Ramsay, ele não sabia do nível de psicopatia que o vilão tinha e foi apresentado de uma maneira excelente nas cenas da conversa pré-batalha e da morte do Rickon. Esse episódio foi o melhor em termos de batalha, os efeitos apresentados tanto na batalha quanto na invasão de Meereen são de primeira qualidade, até muito alta para uma série, mesmo que seja da HBO, e mais surpreendente ainda por ser de GoT que não é famosa por suas batalhas. O episódio conseguiu ainda terminar de uma maneira excepcional. O discurso que Sansa fez para Ramsay não só a libertou daquele pesadelo como mostrou que a “Sonsa” Stark não existe mai. Sua participação foi decisiva para a retomada de Winterfell.

Mas quem diria que o melhor estaria por vir… The Winds of Winter foi uma season finale perfeita. A batalha travada por Cersei com o Alto Pardal teve um requinte de Guerra Fria durante toda a temporada, com momentos marcantes como o famigerado ”I choose violence” pelo lado da Cersei e o Alto Pardal, que tinha grande influência sobre Tommen, fazendo com que ele retirasse o julgamento por combate. Tudo culminou para o dia do julgamento em que Cersei explodiu todos os inimigos, numa cena muito bem dirigida que criou uma tensão sensacional.

A cena da escolha para o novo líder do Norte só mostrou o que todos já sabiam: Lyanna Mormont é a personagem da sexta temporada. Seu discurso como sobre as outras casas não haviam respondido ao chamado dos Stark foi de se ajoelhar e jurar pelo novo Rei do Norte.

Bran agora como novo Corvo de Três Olhos nos revelou a verdadeira origem de Jon Snow, numa cena bonita que mostrou a preocupação de Lyanna com seu filho e o foco nos olhos negros do bebê em transposição para os olhos do Jon.

Em Meereen vimos Daenarys escolher Tyrion como seu Mão. A cena em especial mostrou um Tyrion que acredita nela como Rainha e finalmente ela parte para Westeros.

A única coisa que pessoalmente não me agradou foi o núcleo da Arya e sua busca para se tornar Ninguém. Foi o núcleo mais pobre da temporada. Ficou bem nítido que essa área será muito mais rica e desenvolvida nos livros. Outra coisa que não me agradou foi como a situação para se chegar à solução foi executada. Aquela perseguição não fez sentido. Se a idéia é estar nas sombras por que perseguir no meio da multidão? E nem preciso falar daquela quantidade de facadas ser curada com um xarope… daquilo só o ataque que ela sofre no começo e o final que fizeram sentido no contexto. Mas tudo foi esquecido com a sua última fala.

Essa sexta temporada foi ágil, interessante, nos mostrou a origem dos White Walkers, trouxe personagens importantes de volta, Cão!!! E respondeu dois dos maiores mistérios da série… Uncle Benjen está vivo e L+H=J!!! A única coisa ruim foi que alguns arcos ficaram prejudicados, não por serem ruins, mas porque os outros eram muito bons. Essa temporada mostrou que as peças finalmente estão se organizando, Jon precisa lidar com os White Walkers e Mindinho, já no sul Cersei precisará lidar com a aliança formada pelos Martell, Tyrell e Targaryen para seu tão aguardado final.  Não tem outra nota a não ser 10!

Ps: Gostaria que todos fizessem um minuto de silêncio pelo Wun Weg Wun Dar Wun (nosso querido gigante), sempre sentiremos sua falta.

Ps¹: Turmond e Brienne é o melhor casal que essa série poderá ver hahaha.

Ps²: Se eu perdesse uma Natalie Dormer também me jogaria.

Ps³: Lyanna Mormont é a melhor personagem da sexta temporada, apareceu pouco mas destruiu muito.

Nota: 10

INFORMAÇÕES
Titulo: Game of Thrones
Temporada: Sexta
Episódios: 10
Duração: 50/60 Minutos
Gênero: Aventura, Drama, Épico, Fantasia
Criação: David Benioff e D. B. Weiss.
Elenco: Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Kit Harington, Aidan Gillen, Liam Cunningham,  Carice van Houten, Natalie Dormer,  Indira Varma, Sophie Turner,  Nathalie Emmanuel, Rory McCann, Maisie Williams, Conleth Hill, Alfie Allen,  John Bradley, Tom Wlaschiha, Gwendoline Christie, Hannah Murray, Jonathan Pryce, Kristofer Hivju, Michiel Huisman, Michael McElhatton, Iwan Rheon, Dean-Charles Chapman,  Isaac Hempstead Wright, Jerome Flynn, Iain Glen.

Luis Fernandes

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