8 Melhores filmes sobre Rock’n’Roll

Na LISTA de hoje nós vamos falar de filmes que falam sobre o rock, e possuem trilhas recheadas de solos de  bateria, guitarra e covers de clássicos, mas principalmente filmes que passam o clima do rock’n’roll, abordando os mesmos assuntos que suas letras e usando a cultura e história desse gênero musical para desenvolver suas empolgantes tramas.

Mas, antes de começar a listar essas belas pérolas audiovisuais (com ênfase no “áudio”), gostaria de avisar que não vou falar (pelo menos dessa vez), de filmes específicos sobre bandas. Muitas rock bands produzem seus próprios filmes, como o Metallica e os clássicos filmes do The Beatles ou do Kiss, então estes também não estarão aqui. Infelizmente, também não vou falar, AINDA, de filmes com a trilha sonora com ênfase no rock ou feitas por uma banda só, como é o caso da trilha clássica de Highlander pelo Queen ou a de Into The Wild (Na Natureza Selvagem) pelo Pearl Jam.

Preparados? Então vamos nessa galera 1, 2, 3, 4…

 

Escola de Rock (School of Rock, 2003)

Para começar, vamos falar desse filme que, para mim, é um dos filmes que melhor passa a mensagem do rock. Nessa trama, Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o conhecimento de seus pais.

Numa mistura que lembra muito o Sociedade dos Poetas Mortos com uma pitada do tema de Another Brick in the Wall da banda de rock inglesa Pink Floyd, esse filme conta com muitas músicas clássicas, como  Immigrant Song do Led Zepplin e It’s a Long Way to the Top do AC/DC, além de, no final, mostrar uma canção original , School of Rock, que é sensacional e fala exatamente de como é você ser “mordido pelo bichinho” do rock’n’roll. Mas o mais legal não são só as músicas e a trama divertida, como também as mensagens que são passadas pelo filme, como fazer o que você ama, que “rock não é bagunça”, que rock é contravenção, mas nem toda contravenção é rock, que cada um tem seu lugar, seu talento e muito sobre amizade, espírito de equipe e relações familiares.

Não à toa pelo sucesso, Jack Black ganhou o MTV Movie Awards na categoria Melhor Comediante, além de ter sido indicado na categoria de Melhor Equipe. O filme também foi indicada ao Grammy, na categoria “Melhor Trilha Sonora” e ao Globo de Ouro, na categoria “Melhor Ator em Comédia ou Musical”, na qual Jack Black concorreu. E se você pensa que pararei de falar deste ator, você está enganado, porque esse roqueiro convicto vai ser meio recorrente aqui.

Rock of Ages (Rock of Ages, 2012)

Não é de hoje que musicais da Broadway são sinônimo de sucesso e a migração de alguns espetáculos para o cinema já deram super certo. Logo, baseado no famoso e aclamado musical da Broadway homônimo, esse filme veio para representar o rock’n’roll dos anos 80. Tal desafio foi encabeçado pelo diretor Adam Shankman, que já dirigiu alguns episódios do seriado Glee, em 2010 e 2011, mas um melhor exemplo de sua experiência no gênero pode ser medida pelo sucesso do filme musical Hairspray . O filme, que se passa em Hollywood de 1987, fala basicamente  de uma garota do interior chega na cidade para recomeçar sua vida, mas ao chegar tem sua mala roubada. Ela conhece um garoto tímido que, assim como ela, é apaixonado por rock e juntos eles buscam realizar seus sonhos com sexo e descontrole ao lado da maior sensação da época, Stacee Jaxx. Enquanto isso a esposa do prefeito pretende acabar com o rock de uma vez por todas.

Não só de músicas famosas é feita esse filme, mas de atores tão conhecidos quanto. Estrelas como Catherine Zeta-Jones, Bryan Cranston, Alec Baldwin e até Tom Cruise ! Todos os atores soltam a voz reinterpretando bandas como Bon Jovi, Guns n’Roses, Poison, Twisted Sister, Journey, entre outras. O filme apresenta não só incríveis duetos (como em Rock You Like a Hurricane ), como a combinação de várias músicas ao mesmo tempo (como no início do filme) e quando todos cantam juntos (como em Don’t Stop Believe).

Particularmente adoro a trilha sonora desse filme e acho que todos os cantores, principalmente o “Tio Crusie” cantam pra caramba, mas o melhor é ver que eles passam a mensagem sincera que o rock sempre fala, além de ser uma história de busca pela fama e seu preço, coisa que não é um clichê e sim uma realidade a qual todos que buscam um sonho tem que passar.

Quase Famosos (Almost Famous, 2000)

Saindo um pouco do eixo da galera principal cantando, nesse filme um pouco mais tranquilo temos uma história, mas não menos importante. Além disso, esse filme retrata o cenário do rock nos anos 70, um clima diferente, embora da mesma raiz, fora que nessa história você, se for um fã de alguma banda ou gosta de escrever sobre música, vai se identificar bastante como eu me identifiquei. O filme é sobre um fã ávido por rock’n’roll, William Miller, que consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone, para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70, onde rola muitas festas, drogas, BASTANTE coisa que o PROERD não acha legal.

Acho um filme muito válido, não só por falar de um sonho muito surreal (afinal o cara é contratado pela Rolling Stone com só 16 anos e ainda vai num tour com sua banda favorita!), mas por representar com muita precisão o clima musical e cultural, além de ressaltar que sim, embora os roqueiros old school quebrassem tudo, isso sempre acaba tendo  consequências ruins, além de mostrar que muitas vezes endeusamos nossos ídolos e isso pode ser frustrante.

O filme venceu o Oscar 2001 na categoria Melhor Roteiro Original, além levar dois Globos de Ouro para casa como Melhor Filme – Comédia ou Musical e novamente Melhor Roteiro Original, então dá para saber que a história vale a pena.

Tenacious D: Uma Dupla Infernal (Tenacious D in the Pick of Destiny, 2006)

Lembra que eu disse que ia falar do Jack Black de novo ? Então…. esse filme vai um pouco além de ter ele como protagonista, foi ele quem escreveu o roteiro, compôs a maioria das músicas e ainda por cima fala sobre a banda dele! Em Tenacious D: Uma Dupla Infernal , o ingênuo JB (Jack Black) se une ao relaxado KG (Kyle Gass) para formar a banda Tenacious D. Eles pretendem escrever seus nomes na história da música, mas logo percebem que isso não é tão simples assim. A dupla irá armar um plano infalível para roubar uma palheta mágica capaz de solucionar qualquer problema.

Esse filme é uma comédia, bem pirada, já vou dizendo de cara, porque ás vezes pode não ser sua praia, e estou falando pirada no sentido de cenas como o Diabo num duelo de solo de guitarra e até um Pé-Grande usando drogas. Mas o filme é muito bom, não só por causas das músicas incríveis e hilárias, mas também por falar do espírito do rock’n’roll de um jeito mais zoado. As participações especiais também são incríveis, como Ronnie James Dio (Dio) como ele mesmo e Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters) como o próprio Satanás.

Alta Fidelidade (High Fidelity, 2000)

Novamente temos Jack Black na lista, mas nessa trama ele é um coadjuvante, ainda que acabe soltando a voz no final. Escolhi esse filme por ele falar mais especialmente de um outro lado do universo musical e de um cenário que infelizmente está deixando de existir a atualidade: as lojas de discos. Pouco antes do início da  decadência dos CDs, e tem seu auge na era dos discos de vinil (aquelas bolachonas pretas), as lojas dos discos eram pontos de encontro favoritos de quem curte música, entre elas o rock. Não à toa surgiam os colecionadores e normalmente os donos dessas lojas eram grandes fãs de um tipo musical, pagando até de críticos, afinal, era um trabalho que você tinha que gostar muito do que fazia. Esse filme fala justamente de um dono de uma loja de música à beira da falência, Rob Gordon (John Cusack), que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades sobre sua vida e seus amores.

O filme tem altas discussões sobre cantores e bandas, algo bem nerd, os personagens sempre acabam se desafiando em listas de top 10 sobre álbuns e canções favoritas, ou seja, basicamente um filme sobre rock para fãs de rock, bem ao pé da letra. Ainda por cima, o filme conta com várias discussões sobre relacionamentos, dos diferentes tipos e sobre nossa evolução que temos nesse assunto a medida que crescemos. Se você é um nerd no sentido old school da palavra, com certeza você se identificará, pois o personagem principal tem um tom bem Woody Allen.

Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked, 2009) 

Se troquei um pouco de cenário por falar sobre lojas de discos, que tal agora ir para outro ponto importante na cultura do rock’n’roll ? O rádio. O roteiro é inspirado na revolução das rádios piratas britânicas dos anos de 1960 e conta a história de um grupo de amigos DJs que monta uma emissora num grande navio de pesca atracado na costa da Inglaterra. O ano é 1966, quando a principal rádio do país, a BBC, dedicava apenas duas horas por semana tocando rock and roll. Eis que uma emissora pirata cria uma programação de rock 24 horas por dia. O sucesso é imediato. Cerca de 25 milhões de pessoas sintonizam a rádio diariamente – mais da metade da população inteira da Inglaterra- entretanto há um grupo conservador que não anda gostando muita da influência do rock na população inglesa.

Feita numa parceria entre Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e França, esse filme é realmente muito bom e tem uma excelente trilha sonora, mas o mais incrível é a mensagem de resistência que ele passa.

The Wonders – O Sonho Não Acabou (That Thing You Do!, 1996)

Outro filme ambientado em meados da década de 1960, The Wonders conta a história de uma banda fictícia de somente um sucesso da cidade de Erie, Pensilvânia, The Wonders. Numa contextualização histórica, esse filme fala da resposta estadunidense para a “Invasão Britânica”, mostrando sua trajetória desde clubes locais a turnês pelo país. Passado em 1964, logo após os Estados Unidos serem “tomados” pelo fenômeno musical dos Beatles, surge em uma pequena cidade da Pensilvânia os Oneders, mais tarde rebatizado pelo empresário como The Wonders. Porém, às vésperas de uma apresentação musical de calouros, o baterista do grupo quebra o braço, o que faz com que, em cima da hora, um jovem que trabalhava na loja de eletrodomésticos da família seja convidado para substituí-lo. O jovem baterista, um aficcionado em jazz, imprime durante a apresentação uma batida mais ritmada no que deveria ser uma balada, causando o descontentamento do vocalista e compositor do grupo. Mas seu instinto funciona e a música se torna um sucesso nacional, levando o grupo aos primeiros lugares das paradas.

A trilha sonora do filme foi indicada para o Globo de Ouro de 1996 e para o Oscar de 1996 como Melhor Canção Original, mas o mais impressionante é que o filme não foi só estrelado por Tom Hanks, como o próprio é o criador, diretor e roteirista do filme além de compor várias músicas para a trilha ! Isso é que alguém multitalentoso.

Quanto Mais Idiota Melhor (Wayne’s World, 1996)

Apesar de ser uma comédia mais pastelão, Quanto Mais Idiota Melhor é um filme que sabe bem abortar os ideais do rock, além de ter uma ótima trilha sonora. Este conta a história de dois grandes amigos, os metaleiros Wayne (Mike Myers) e Garth (Dana Carvey). Eles produziam, diretamente do porão de Wayne, um talk show chamado “O Mundo de Wayne” e transmitiam para uma rede de TV local. O programa chama a atenção de um executivo de uma grande rede de televisão que tem o interesse de fazer uma versão de alto orçamento do programa. O filme é uma adaptação de uma esquete com mesmo nome do programa Saturday Night Live, da NBC.

Uma memorável cena desse filme são eles cantando Bohemian Rhapsody, apesar de Mike Myers e Dana Carvey ficarem com uma forte dor no pescoço depois de gravarem a famosa cena do carro, em que todos chacoalham a cabeça ao som desse clássico do Queen. Em algumas das cenas seguintes fica visível que os atores estão tentando movimentar o pescoço o mínimo possível.

E aí, curtiu algum filme da nossa lista ? Então não deixe de comentar o que você achou e nos seguir nas redes-sociais para receber mais informações sobre rock’n’roll e cultura pop! Até a próxima Troopers.

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Ailton Borges

"Eu caminhei pela superfície do sol, testemunhei eventos tão mínimos e rápidos que mal podem-se dizer que ocorreram." -Dr. Manhattan

  • Vinny Alves

    Faltou “O Rockeiro” m/

  • Joao Pedro

    Jack Black é sensacional, não sei como esse cara não ganhou um Oscar ainda!