Pokémon – Gotta Catch ‘Em All

Os anos 90 nos presentearam nossa infância com diversos jogos, animes e desenhos que marcaram a década. E creio que entre os diversos animes que ficaram em nossas cabeças nesta época, Pokémon merece seu devido destaque. A série teve sua estreia nos anos finais da década e virou febre: filmes, camisetas e até as mais diversas promoções (Quem não comprou uma caçulinha do Pokémon que atire a primeira pokébola). Hoje trataremos daquele que deu origem a toda franquia: o jogo Pokémon .

Desenvolvido pela Game Freak e Creatures Inc., publicado pela Nintendo, Pokémon foi lançado em 27 de fevereiro de 1996 estreando a franquia com Pokémon Red e Pokemon Green e, mais tarde, Pokemon Blue. Sim caro leitor: diferente dos lançamentos da época, a franquia foi uma das primeiras a lançar games em pares, eventualmente até em três títulos. Com diferenças das criaturas e algumas quests, os jogos usavam a mesma base e possuíam poucas diferenças entre si. A versão Blue se mostrou tão superior que a mesma acabou sendo a base para as versões americanas do jogo, Pokémon Red & Pokémon Blue, sendo lançadas internacionalmente em 1998. Devido ao estrondoso sucesso do anime ao longo do mundo, ainda no mesmo ano fora lançada a versão Yellow, que permitia ao jogador viver a aventura do jogo tomando o papel de Ash e explodindo, assim, milhares de cabeças mirins que eram viciadas no anime. Foi esta geração de jogos que nos brindaram com os 150 Pokémon originais, até hoje considerados os mais carismáticos e criativos por parte dos fãs. Os jogos foram um sucesso comercial e garantiram o futuro desta franquia tão amada.

Sabemos que este foi o maior dilema da sua infância!

COMO FUNCIONA? O grande objetivo do jogo é vencer todos os desafios, capturar todos os Pokémon e se tornar um lendário treinador com seu nome incluso no Hall of Fame do jogo. No início do jogo, começando em sua cidade natal, seu primeiro dilema é escolher seu Pokémon inicial, criatura que lhe acompanhará para o resto da aventura.

A mecânica do jogo é simples: o personagem se movimenta por aí encontrando outros Pokémon em batalhas aleatórias que lhe permitem evoluir sua equipe além de capturar novos Pokémon utilizando pokébolas. Pokémon se assimila muito a grande maioria dos RPGs de turno da época, permitindo ao jogador executar uma ação por turno, escolhendo entre quatro ataques que sua criatura pode utilizar além de contar com status de envenenamento, paralisia, sono, entre outros, o que aproxima a franquia ainda mais do gênero RPG. A grande estratégia do game é montar uma equipe equilibrada considerando os vários tipos de Pokémon como água, fogo, psíquico, fantasma e inseto, permitindo ao jogador criar diferentes estratégias baseadas nas fraquezas e vantagens de cada um. Existem também criaturas lendárias, Pokémon com poder acima da média e bem difíceis de capturar que adicionam um desafio extra ao jogo.

VALE À PENA? Pokémon levou o conceito do Tamagochi a um novo nível, permitindo criar e treinar criaturas virtuais, embarcando na tendência que gerou crias como Digimon, cujo anime nasceu no mesmo ano que Pokémon, e outras aventuras genéricas com criaturas mágicas .

A franquia também é uma das poucas que nasceram no vídeo game e que foram portadas com sabedoria e eficácia para outras mídias, sobrevivendo após sete gerações de jogos. Apesar de ter perdido espaço, Pokémon ainda garante um bom caldo e sempre é citado como diferencial como exclusivo da Nintendo.

Com uma mecânica simples e enxuta, Pokémon garante horas de diversão  independente do tipo de jogador. O jogo consegue atrair os jogadores mais casuais por sua simplicidade até os jogadores mais hardcore, com colecionáveis e desafios paralelos capazes de queimar umas boas horas de seu dia.

Para os que consideram jogar as versões iniciais recomendo Pokémon Fire RedPokémon Leaf Green, remakes feitos para o Game Boy Advance com gráficos e mecânicas repaginadas, mas ainda trazendo a gloriosa primeira geração de Pokémon que tanto marcou o anime de nossa infância.

That’s all folks.
And may the Force be with you.

André Guedes

Mestre Jedi, bardo da Terra Média e cavaleiro arthuriano. Especializado em cavar os confins do tempo para desenterrar pérolas dos games e reviver a nostalgia acumulada em 23 anos de vida.